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King Crimson vai tocar no palco sunset do Rock in Rio 2019

Por Carlos Brito, G1 Rio


Banda, fundamental na história do Rock Progressivo, tocará no Brasil pela primeira vez. Levin é o primeiro sentado, à direita da foto. Fripp, também sentado, é o primeiro à esquerda. — Foto: Divulgação

Banda, fundamental na história do Rock Progressivo, tocará no Brasil pela primeira vez. Levin é o primeiro sentado, à direita da foto. Fripp, também sentado, é o primeiro à esquerda. — Foto: Divulgação

O rock progressivo terá destaque na próxima edição do Rock in Rio. Um dos grupos mais representativos do estilo, o King Crimson foi anunciado nesta segunda-feira (21) para fechar o Palco Sunset no dia 6 de outubro, data de encerramento do festival.

Muse, Imagine Dragons, Nickelback e Os Paralamas do Sucesso tocam no Palco Mundo no mesmo dia. “Já estive aí antes e sei o quanto vocês, brasileiros, são apaixonados por música”, diz o baixista do King Crimson, Tony Levin, ao G1.

As vindas ao Brasil do músico foram quando ele acompanhou Peter Gabriel – de quem é baixista há mais de 30 anos – e em uma apresentação de seu grupo Stick Men.

50 anos de banda

O Crimson chegará ao Brasil para comemorar os 50 anos mantendo as características e particularidades que sempre fizeram da banda um dos primeiros nomes a serem mencionados quando se fala em rock progressivo.

Tudo na banda evoca o rock progressivo, a começar pela formação incomum: o grupo conta com três bateristas, todos tocando ao mesmo tempo.

“Mas fazendo coisas diferentes”, diz Levin. “Nossa abordagem musical sempre foi diferente e bem mais complexa. O nível dos músicos é elevado e, de várias maneiras, isso nos inspira. No fim, esse direcionamento da banda parte da cabeça de Robert [Fripp, guitarrista e líder do grupo]”.

Arte da turnê de 50 anos de fundação do King Crimson. — Foto: DivulgaçãoArte da turnê de 50 anos de fundação do King Crimson. — Foto: Divulgação

Arte da turnê de 50 anos de fundação do King Crimson. — Foto: Divulgação

A afirmação de Levin – titular do baixo do King Crimson desde o álbum “Discipline”, de 1981– não chega a ser uma revelação. Desde quando foi fundado, em 1968, é sabido que o o grupo é uma manifestação das vontades e visões musicais de Fripp.

“Mas é o melhor líder de banda que já conheci: ele nos diz onde temos que chegar, mas não nos fala como fazer, nem nos impõe nenhum caminho específico a ser seguido. Isso nos dá muita liberdade”.

Os ensaios para a apresentação do Rock in Rio só começam em abril. Por isso, Levin parece um tanto incerto quanto ao repertório que será apresentado ao público carioca:

“É possível que apresentemos algo novo,é verdade. Mas, se tivesse que apostar, diria que boa parte do show será formada por clássicos da década de 1970. Nossas apresentações são longas, com cerca de três horas, dá para encaixar muita coisa. Estamos na nossa melhor forma como músicos e o público vai perceber isso”.

Origens, mudanças e hiatos

O King Crimson surgiu em Londres no fim de 1968, a partir do encerramento da Giles, Giles & Fripp, grupo de pouca projeção e vida breve formado por Robert Fripp e os irmãos Michael e Peter Gilles.

O primeiro e terceiro decidiram permanecer unidos e, aliados a outros músicos (entre eles, Greg Lake, futuro fundador e integrante do Emerson Lake & Palmer) criaram o King Crimson.

No ano seguinte, a banda lançaria “In the court of the crimson king”. Em pouco tempo, o álbum passaria a ser classificado como rock progressivo – estilo caracterizado por canções longas, com extensas passagens instrumentais, pontuadas por letras contemplativas ou épicas e executadas com grande precisão técnica.

Até hoje, o álbum é o maior sucesso da banda que, a partir dele, lançaria mais 12 discos e entraria em um ciclo permanente de troca de integrantes. Fripp é o único músico presente em todas as formações.

“As apresentações e gravações da banda dependem da vontade de Robert – e isso pode demorar algum tempo para acontecer. Além disso, todos nós temos projetos paralelos que consomem muito do nosso tempo”, explica Levin.

Além dos projetos já citados com os quais veio ao Brasil, ele também já fez parte do Liquid Tension Experiment com os integrantes do Dream Theater John Petrucci, Jordan Rudess e Mike Portnoy, ex-baterista da mesma banda.

Rock progressivo. Mesmo

Ao contrário do que aconteceu com outras bandas de rock progressivo, como o Genesis e o Yes, que a partir do início da década de 1980 buscaram aproximação com um formato pop e radiofônico, o Crimson permaneceu fiel às raízes progressivas. Segue com uma audiência mais reduzida mas bastante fiel.

“É verdade. O King Crimson nunca mudou seu estilo, nunca fez concessões. Costumo dizer que somos a banda de rock progressivo por excelência. Por isso acredito que nossos fãs também são bastante particulares. São pessoas que, de fato, se importam com a música que fazemos”.

Atrações do Rock in Rio 2019 já anunciadas

27 de setembro — Palco Sunset: Seal

29 de setembro — Palco Sunset: Jessie J

4 de outubro — Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura; Palco Sunset: Slayer e Anthrax

5 de outubro — P!nk, Black Eyed Peas e Anitta; Palco Sunset: Charlie Puth

Ingressos

A venda de ingressos destinada ao público geral começa no dia 11 de abril, a partir das 19h, anunciou a produção do festival nesta segunda-feira (14). A compra pode ser feita pelo site oficial do Rock in Rio.

Os shows serão nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro, pela segunda vez no Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio.

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