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‘Se houve imperícia, imprudência ou negligência’, tem que punir, diz Mourão sobre Brumadinho

Presidente da República em exercício comentou nesta segunda-feira (28) desastre da barragem da mineradora Vale. Ele está no comando do Planalto em razão da cirurgia de Jair Bolsonaro.

O presidente em exercício Hamilton Mourão defendeu nesta segunda-feira (28) apuração para identificar e punir os responsáveis pela tragédia do rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG). Interinamente no comando do Palácio do Planalto, Mourão afirmou que, “se houve imperícia, imprudência ou negligência” de alguém da mineradora, tem que responder “criminalmente”.

Ele recomendou punição econômica, que doa “no bolso”, para a mineradora. “É aquela velha frase que eu já disse outro dia aí: apurar e punir quem tiver que se punir. Agora, tem que punir mesmo, punir mesmo”, afirmou o presidente em exercício.

Mourão assumiu a Presidência da República na manhã desta segunda no momento em que o presidente Jair Bolsonaro entrou no bloco cirúrgico do Hospital Albert Einstein para ser submetido ao procedimento de retirada da bolsa de colostomia.

Ao deixar o gabinete da Vice-Presidência para almoçar, o presidente em exercício disse a repórteres que, no caso da tragédia de Brumadinho, há necessidade de aplicação de multas e de eventual denúncia no âmbito criminal de funcionários da empresa que, eventualmente, tenham cometido erros que levaram ao rompimento da barragem.

“Se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte de alguém dentro da empresa, essa pessoa tem que responder criminalmente” (Hamilton Mourão)

Mourão também foi questionado pelos jornalistas sobre se, na avaliação dele, a diretoria da Vale deveria ser afastada durante a investigação da tragédia. Ele disse que o gabinete de crise criado na última sexta-feira (25) por ordem de Bolsonaro estuda essa possibilidade.

“Essa questão da diretoria da Vale está sendo estudada pelo grupo de crise. Vamos aguardar quais são as linhas de ação que eles estão levantando. […] Eu tenho que estudar isso aí, não tenho certeza que possa fazer a recomendação”, ponderou Mourão.

Gabinete de crise

Na manhã desta segunda, ministros e técnicos voltaram a se reunir no Palácio do Planalto para discutir a tragédia de Brumadinho. Participaram da reunião no Planalto os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Bento Costa Lima (Minas e Energia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional).

Bolsonaro assinou decreto que criou o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre. O conselho é coordenado pelo chefe da Casa Civil e se reuniu pela primeira vez no último sábado (26). O objetivo é acompanhar e fiscalizar as atividades a serem desenvolvidas em decorrência da tragédia.

Além da Casa Civil, participam do grupo os ministérios da Defesa, Cidadania, Saúde, Minas e Energia, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e da Mulher e Direitos Humanos. Também compõem o conselho o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e a Advocacia-Geral da União.

Também foi criado um Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas, para acompanhar as ações de socorro, de assistência, de restabelecimento de serviços essenciais afetados, de recuperação de ecossistemas e de reconstrução.

Fonte: G1 Minas Gerais

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