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Presidente da Vale diz que tragédia de Brumadinho foi acidente

Ele afirmou que a empresa é uma joia que não pode ser condenada pelo rompimento da barragem. Em Brasília, deputados cobram da Vale acordo com vítimas de Brumadinho.

O presidente da Vale participou nesta quinta-feira (14) de uma audiência na comissão externa da Câmara, em Brasília, para falar da tragédia.

O presidente da Vale reconheceu que o que a empresa vinha fazendo não deu certo, já que uma barragem caiu, mas disse que a empresa é uma joia que não pode ser condenada pelo rompimento da barragem, que ele considera um acidente. Vários deputados rebateram Fábio Schvartsman classificando o caso como um crime.

“Nós estamos diante de um crime que ocorreu em Mariana e Brumadinho, e vem aqui o presidente da Vale dizer que ocorreram acidentes e que ele não sabe o motivo do acidente”, disse o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Eu digo acidente porque é o que eu sei neste momento. Mas isso será apurado. Senhor, eu não estava na Vale na ocasião, não tenho condições nem competência para avaliar o que aconteceu em Mariana. O que acontece em Brumadinho vai ser avaliado. Todas as autoridades deste país estão olhando isso com lupa e tenho certeza que os motivos serão identificados e os culpados, se houverem, serão identificados”, afirmou Fábio Schvartsman.

O relator da comissão externa, deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas Gerais, cobrou do presidente da Vale o compromisso público de acelerar os acordos para indenizar as vítimas. Schvartsman disse que a Vale está pronta para fazer esses acordos e reparar os danos ao meio ambiente.

“Aquilo que eu estou falando é o que a Vale fará. Se em determinadas negociações um ou outro representante agiu de alguma maneira que não corresponde a isso, será adequadamente corrigido”.

A coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama pediu que a Vale pague a multa de R$ 250 milhões aplicada pelo órgão. Schvartsman ainda foi cobrado pelos deputados a pagar a multa de R$ 100 milhões aplicada pela prefeitura de Brumadinho.

A Vale respondeu que o estatuto da empresa obriga a análise jurídica de cada multa e que ela vai arcar com todas as suas responsabilidades.

O Ministério Público Federal também criticou a Vale em um parecer incluído no processo sobre a tragédia de Brumadinho, que está no Superior Tribunal de Justiça.

O subprocurador-geral da República, João Pedro Sabóia Bandeira de Mello Filho, disse que tudo até agora vem indicando que a Vale privilegiou a lucratividade em vez da segurança de seus trabalhadores e dos moradores da área.

No parecer, o subprocurador diz que há indícios de que a tragédia “se deve não a qualquer fraude ou negligência dos técnicos, mas à decisão de utilizar uma técnica potencialmente perigosa, por motivos econômicos, no que diz respeito à escolha do local de construção”.

Fonte: Jornal Nacional

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