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Maranhão

Congestionamento de navios na Baía de São Marcos causa problemas no Porto do Itaqui, em São Luís

Atualmente existem mais de 70 navios parados na região do porto. Esse é um sinal de que a operação no Complexo Portuário está mais lenta do que o normal.

O Porto do Itaqui tem enfrentado vários problemas na operação de descarga de produtos com o recente congestionamento de navios na Baía de São Marcos, em São Luís. Quem passa pela Avenida Litorânea, por exemplo, consegue ver as numerosas embarcações na paisagem.

Atualmente existem mais de 70 navios parados na região do Porto do Itaqui, sendo alguns há mais de um mês. Esse é um sinal de que a operação no Complexo Portuário está mais lenta do que o normal.

Uma das causas é o excesso de chuva no Maranhão, que está atrapalhando as operações de carga porque os principais produtos exportados (soja e minério de ferro) não podem molhar durante o processo de carregamento e as embarcações têm de esperar.

Além disso, os problemas recentes em barragens da Vale em Minas Gerais interromperam a produção em 10 minas. Com isso, a empresa deixou de produzir na região sudeste 40 milhões de toneladas de minério de ferro, o que representa 10% da produção anual de minério. Isso fez aumentar a demanda no Maranhão, trazendo também navios que seriam carregados em portos da região sudeste.

Para o doutor em engenharia naval e oceânica Sérgio Sampaio Cutrim, esse congestionamento de navios pode significar prejuízos para o complexo portuário e até para o Estado do Maranhão.

“O dono do navio faz um contrato de frete marítimo onde ele estipula a quantidade de dias que ele vai ficar aqui esperando. Se há um atraso, ele teve prejuízo. Ao ter prejuízo, o porto que fez o contrato com o dono do navio vai pagar uma multa diária que vai variar conforme o contrato, mas é um valor elevado, de 10, 15, 20 mil dólares a diária que ele vai pagar ao dono do navio”

Ainda segundo Sérgio Sampaio, tamanha movimentação pode comprometer os carregamentos futuros. Os donos de navios em novos contratos tendem a escolher outros portos para atracar para não correr risco de ficar com os navios parados por um tempo além do previsto.

“Na medida que você tem grandes pagadores de postos sendo afetados por essa fila, pode causar um impacto negativo na arrecadação do estado”, explicou.

Fonte: G1 Maranhão

 Foto destaque: Reprodução/TV Mirante

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